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É equí­voco afirmar que o Brasil é o maior consumidor de defensivos

O Brasil não é o maior consumidor de defensivos agrícolas, levando-se em conta a quantidade de ingrediente ativo aplicado por unidade de área de produção, o cálculo que, de fato, deve ser cientificamente e tecnicamente considerado. É o que assinala o engenheiro agrônomo, professor e pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), Luiz Lonardoni Foloni, autor do recém-lançado “2,4-D: Uma Visão Geral”, obra que, de maneira didática, busca abordar, por meio da história de um dos herbicidas mais largamente utilizados até hoje, o uso racional de defensivos na proteção de cultivos para aumentar a produção e produtividade agrí­cola. “Considerando o uso por unidade, Holanda e Japão são os maiores consumidores de defensivos. O Brasil está lá para o décimo lugar”, afirma Foloni.

O professor-pesquisador pontua que “diferentemente das regiões de clima frio e temperado, onde a própria natureza se encarrega de controlar pragas e ervas daninhas, nossa agricultura é tropical, ou seja, quente e úmida, o que favorece a proliferação de insetos e doenças nas lavouras, exigindo o uso de defensivos. Além disso, nós cultivamos duas, três safras em um mesmo ano, um ativo que os outros não têm. Tudo isso precisa ser avaliado.”

Segundo o professor-pesquisador, o grande problema é que o senso comum acha que o produtor rural usa defensivo sem critério, o “que não é verdade”. “Grandes e médios produtores, além dos pequenos agricultores mais bem informados fazem o manejo correto. O desafio é levar educação focada em boas práticas agrí­colas a quem ainda não tem acesso.” Além disso, de acordo com Foloni, a Ciência usada na proteção de cultivos é mal explicada para a sociedade, que está numa cruzada contra os defensivos.

O professor-pesquisador acentua que o Brasil tem uma das mais avançadas e rígidas legislações relacionadas à  liberação de defensivos e ní­veis de resí­duos de produtos nos alimentos. “O que é proibido nos Estados Unidos e Europa, por exemplo, também é banido aqui”, sublinha, acrescentando que a indústria tem a preocupação de investir cada vez mais em produtos “mais amigos do meio ambiente”.

InfoMoney, 08/09/2016

Produtividade RECORDE: a vitória do conhecimento

O produtor João Carlos da Cruz, 39 anos, colheu a fantástica média de 120,07 sacas de soja/hectare em uma área de 12 hectares e foi o vencedor do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB Safra de 2015/16.

Revista: A Granja – Agosto/2016

Jornalista: Leandro Mariani Mittmann

Sim, é possível!

João Carlos da Cruz, de Buri (SP), é um contraponto à estagnação da produtividade da soja brasileira, cuja média gira em torno de 50 sacas/hectares há 15 anos.

Revista: Agro DBO – Agosto/2016

Jornalista: Ariosto Mesquita

 

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